Goste ou não do estilo, há que se admirar o U2. Os caras tocam juntos desde 1976 e continuam relevantes. O álbum novo *No Line on the Horizon* dá uma lição de core. Muito, muito consistente, em termos de marca. O som evolui, muda, mas está lá o U2 plenamente. E visualmente: um espetáculo. O U2 é mestre em traduzir seu core e até a alteração que eles fizeram na *logo* da banda prima pela consistência.
Manter-se relevante ao longo do tempo e modernizar-se sem se afastar do core da marca é um dos maiores desafios. Evoluir. Sem deixar de ser o que se é.
A execução também está muito legal. Como as pessoas não se atraem mais por comprar albúns, este álbum é incrivelmente bonito, com uma foto do Hiroshi Sugimoto. Vc também consegue com o cd no computador baixar do site um filme *Linear* de Anton Corbijn. Se mudou o hábito, eles estão tentando deixar o pacote todo mais atraente.
Há o que aprender de branding com esses irlandeses. Fato. Uma marca preta, vermelha e em tons de preto e branco.
2 Comentários
E o que você acha de bandas que retornaram depois de algum tempo como o The Cure? Está meio moderninho o som, mas eu gostei enquanto fãs mais radicais têm detestado.
Puxa, não companhei essa volta do *The cure* não. Vou dar uma olhada…