Esta manhã eu estava estudando uma loja em um shopping aqui no Rio de Janeiro. A loja tinha um balcão ao fundo. Assim como a loja de um prospect que eu fui fotografar essa segunda… Segmentos completamente diferentes, posicionamentos e core diferentes. E uma mesma organização de loja.
Não deveria ser.
No nosso modelo, que você vê acima, tudo começa do CORE, o núcleo estratégico da marca. TRANSLATION é a adaptação desse CORE em nome, logo e etc… No centro do modelo o consumidor. Que interage com a marca em diversos pontos de contato. Para a maior parte das categorias, um importantíssimo ponto de contato é a loja.
Um ponto de venda próprio, monomarca, deve transpirar o CORE. Isso não se resume a belos banners e uso das cores da marca e nos vendedores em linha com a personalidade. Estamos falando também na organização do espaço, nos sentidos. Como a loja cheira, como é iluminada, como as informações são apresentadas.
Se o seu CORE é, por exemplo, sobre ser DIRETO, a organização espacial não pode ser canalizada em um balcão laááááááá no fundo da loja, com cara de farmácia de manipulação. O caminho que o consumidor fará na loja, por onde passará, o que verá, o que sentirá – alinhados trazem a marca à vida.
Não usar a loja para maximizar a marca (intensamente) é rasgar dinheiro. Mês passado eu entrei em uma loja onde o produto mais barato custava 35 reais (higiene e cuidados pessoais) e eu saí sem nenhuma impressão de marca… Nenhuma emoção.
Recapitulando o de sempre, Branding é achar aquela razão que faça da sua marca A escolha. E ponto de venda tem TUDO a ver com branding. Tudo a ver.
Ainda vou falar muito mais sonte isso por aqui.
