Essa semana eu tive uma conversa interessantíssima com um executivo, durante uma visita, que para mim resumiu o que a maior parte das pessoas pensa quando ouve a palavra “branding”. Ele dizia “e é aí que entra o *tal* do branding”.
Desde que virou buzz-word nos círculos por aí, a expressão causa todo tipo de confusão e definições. Em um mundo onde as promessas abundam, e também a informação, comunicar tem sido trabalho difícil, e os gerentes e diretores de Marketing têm sido presa fácil para os espertinhos de plantão prontos para faturar um pouco mais vendendo o produto que está na moda (à propósito a outra buzzword dessa década é *digital*, mas isso fica para outra hora).
E quem é o “tal”do branding?? Sua marca é sua promessa. Uma promessa que atraia os seus cientes ao invés de uma em que você tenha que caçá-los. O branding é o processo de chegar à promessa, ou de manter-se fiel à promessa. Simples dessa maneira mesmo.
Se designers estão tentando te convencer de algo diferente: cuidado. Uma boa logomarca, um selling line lustroso, e coisas essencialmente feitas em um Macintosh não são necessariamente branding.
O processo de chegar a uma promessa relevante requer contato (qualificado) com o consumidor ou cliente, requer um entendimento da concorrência. E requer gente que saiba fazê-lo e que queira que você gaste menos dinheiro, e não mais.
E se quiser ler mais a respeito, de Steve Cranford, a quem eu admiro e que tem me ensinado tanto, leia esse post.
E à propósito, o executivo do início do post, sabe bem o que é branding, por isso fazia a brincadeira, mas infelizmente, ele é uma exceção. A regra é a confusão, propagada pelo fato de que se você digita *branding* no google, 80% do que lê é superficial, bobagem ou incompleto. Para entender branding o PageRank, infelizmente não é quem nos salvará. E nem a academia. É.
2 Comentários
Monica,
um amigo em comum me indicou o teu blog. Tenho visitado algumas vezes, mas este post especificamente está muito legal. Essa história do branding é muito engraçada, resumiste bem com os exemplos. De tempos em tempos, o mercado se apropria de alguma expressão e a usa das formas mais ridículas. É o caso atual do branding. Para os charlatões de plantão um novo termo da moda é um prato cheio.
[]’s
Oi Monica,
concordo com o que você diz do que seria melhor para as empresas.
Porém, na comunicação o que prevalece é o uso do termo do que sua etimologia exata de quando foi criada?
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