Em sampa, morrendo de frio, e sem web… Mas consegui vir de avião, portanto tô no lucro. 6 graus. Brrr…
Archive for July, 2007
Unplugged
Uma série de acidentes bizarros me tirou um pouco de circulação nos últimos dias. Primeiro um problema com o roteador wireless, que eu orgulhosamente resolvi sozinha depois de dois dias tentando. Aí o meu blog velhinho sai completamente do ar - estou trabahando nisso… Pra completar, meu celular mergulhou em um balde de água com dois dinossauros (parece coisa de desenho animado, mas literalmente o que aconteceu), ficando irremediavelmente comprometido (talvez seja hora de comprar um smart, não?) e ontem eu consegui perder todas as músicas do ipod branquinho… Portanto, se você possui um equipamento eletrônico de que gosta, recomendo a prevenção de não chegar muito perto de mim ![]()
Marcas ou categorias?
Vale uma visita o videocast do Al Ries onde ele defende a tese de que as categorias (ou posicionamentos ou patrimônio) são mais importantes do que a marca em alguns casos… Ele explora o exemplo das marcas de carro… Discussão interessante quando você pensa a respeito de extensões de linha e sobre onde cada marca tem o *direito* de transitar…
PS - Eu quero um videocast!
PS2 - Interessante o ponto de vista do Al também a respeito da digitalização da revista Playboy que saiu na Adage. Extensões de linha tem que ser muito pensadas nesse mundo multimídia cheio de armadilhas.
PS3 - O Bob Garfield deu uma enrevista no *Meio e Mensagem*. Não consigo postar por ser conteúdo de assinante, ma, se tiver oportunidade, leia!
Quanta coisa mudou em 12 anos no mundo das marcas
Saiu essa terça (17 de Julho) o resultado da Harris pool uma pesquisa realizada anualmente em uma base maior do que 2000 adultos americanos que mede avaliação espontânea de quais são as melhores marcas , ou seja, pra usar o jargão é uma *top of mind* de associações com *best*.
Esse ano deu Coca-Cola desbancando Sony depois de sete anos consecutivos. E por que deu Coca-Cola??? O resultado de associações espontâneas é bem difícil de interpretar, mas vou fazer algumas considerações sobre movimentos das duas companhias *(Coca-Cola e Sony) durante esse ano.
Vamos primeiro com a Coca-Cola. O marketing da empresa está se reformulando em um processo que culminou em Abril com a nomeação da australiana Katie Bayne como Chief Marketing Officer. Antes disso, era ela a VP for Coca Cola brands, e portanto a última responsável pela comunicação das marcas. O que se lê sobre a profissional é que ela não deita nos louros da história da Coca e está abrindo novas avenidas de comunicação com o consumidor. Houve um momento durante o ano, em que o comercial RingTone foi o mais lembrado pelos consumidores americanos… Você confere no link que ele é curiosamente simples. Também vale salientar que na Coca-Cola co. cada marca é trabalhada separadamente e carrega sua identidade, o que na minha opinião é muito prudente (comparado com trabalhar a marca corporativa).
A Sony teve um ano difícil… O Playstation foi massacrado pelo Wii… Houve um recall de 10 milhões de baterias que causou um impacto de 94% na lucratividade do segundo trimestre de 2006… Aí no fim de 2006 houve o escândalo do blog falso para promover o Playstation, que causou um boca-a-boca negativo muito grande… E, é claro, em 2007, o comercial Soundaholic, que foi considerado *ruim ao ponto de ser embaraçoso* pela Advertising Age.
Daqui de onde eu estou sentada, e claramente simplificando, me parece que a Coca-Cola está voltando ao básico e a Sony enroladíssima na competição com Nintendo e Apple… Lembro que o mercado de entretenimento para jovens está em polvorosa e qua a indústria de games passou a do cinema esse ano (e as previsões são de que deve passar a da música ano que vem)… Jogo de gente grande.
No link você pode conferir como foram evoluindo os resultados da Harris Pool nos últimos 12 anos. Note que em 1995 a Coca-Cola nem estava lá. Muita coisa mudou desde 1995.
Crowdsourcing, Mass collaboration, Wikinomics
Em 2005 eu postei aqui sobre o *The Wysdom of Crowds* e suas teorias interessantíssimas a respeito da admirável precisão com que massas conseguiam resolver problemas, alguns que até não tinham sido resolvidos por especialistas… Dali pra frente a coisa foi evoluindo um monte, a Wikipédia se fortaleceu, houve o advento do YouTube, a P&G abriu o Innocentive pra aumentar a colaboração em seus problemas de pesquisa sem ter que empregar uma multidão de cientistas (além da que já emprega), o Second Life bombou e por aí vai…Agora, o Don Tapscott, que tinha escrito *The Digital Economy* organizou um pouco o pensamento e os casos sobre colaboração em massa no *Wikinomics - How Mass Collaboration Changes Everything*. Não é um livro acadêmico… Pra quem passou as últimas semanas lendo Theodor Adorno, Horkheimer, Morin, Thompson e cia, posso dizer que é bem comercialzão… Mas vale a pena ler pelos exemplos e pelos fatores críticos de sucesso identificados… Resumindo, eu tô gostando… A questão toda é que a colaboração em massa de fato muda tudo… Redefine indústrias… A palavra de ordem passa a ser Crowdsourcing… O termo surgiu na nossa querida *Wired* e tem sido usado meio errado aí a torto e a direito… Quem escreveu o primeiro artigo foi o Jeff Howe, autor desse blog aí que eu linkei, que escreveu pra *Wired* em Junho de 2006 * The Rise of Crowdsourcing*…
A própria *Wired* tentou fazer um experimento de Jornalismo Pro-am que pode ser classificado como *Crowdsourcing*… O projeto *Assignment Zero* começou em Janeiro desse ano e tinha a missão ambiciosa de reunir voluntários para justamente coletar o melhor conhecimento recente sobre *Crowdsourcing*… Saiu hoje o resultado na Wired. Confira aqui. Não funcionou muito bem… O Howe disse que foi uma *highly satisfying failure*. O David Cohn que teve que coordenar muitos dos trabalhos falou sobre as frustrações de trabalhar com editores que não entendiam muito de web… Eles produziram 80 artigos (a maior parte entrevistas) interessantes e alguns que vale muito a pena ler, mas ninguém achou que o projeto foi um sucesso…
E aí é que vem a mágica… Coordenar contribuições de muitas pessoas é um pesadelo… Na wikipédia trabalham 5 pessoas tempo integral para assegurar que tudo esteja bem (e ainda assim nem sempre tudo está bem…). Leia o artigo com os aprendizados do projeto… O poder ao povo… Mas tem que ter uma coordenação ímpar… Quando você abre para participação de todos, agrega um grupo heterogêneo… Identificar junto as pessoas quais são suas habilidades e como elas podem contribuir melhor, ajudar o grupo a dividir as tarefas… Saber prosseguir apesar das ovelhas desgarradas…Ah sim, porque no começo são 20, mas quem acaba o projeto são uns 4, soa familiar???
Bom, essa é a buzzword da hora, e o buzzsubject... E todo mundo é bem rápido pra espalhar a notícia, mas a velha rotina de averiguar os fatos continua importante e necessária, no???
(conteúdo reproduzido do monicasabino.com)
Bem vindos!
Olá, gente!
Este é o primeiro post do blog da Brandgame… Apesar de eu já ter blog há quatro anos… Mas resolvi manter esse aqui separado, bem como os links que você confere também no meu del.icio.us que está logo aí embaixo no site. A proposta deste blog é discutir questões de estratégia, branding, consumer experience e tudo aquilo que quem estava acostumado a ler no meu blog deve agora procurar aqui… O monicasabino.com (que herda os archives e os dois anos de links e pesquisas) vai ficar com as novas viagens - ele agora é da Monica da comunicação, que está mais míope de ler Teoria da Cultura de Massa, Cultura de Massa no século XX e muitos etc. Alguns conteúdos serão replicados em ambos.
Conto com a colaboração e os comentários para que esse seja um ponto de encontro e discussão de quem curte marcas e marketing. Abraço!





