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Férias semana que vem!!

Storytelling na era digital

Interessante a matéria sobre Storytelling. Hoje, a web permite um forte aprofundamento das histórias de marca. Pense nos M&Ms ou na campanha Dove pela Real Beleza. Os fãs, quem realmente se interessa pela sua história, tem um nível sem precedente de detalhe e troca com a marca.

Nosso cérebro funciona com imagens, com histórias. Ter uma história de marca constrói relações mais duradouras. Quando diferentes detalhes, que não fazem ninguém perder o fio da meada, estão disponíveis nas diferentes mídias, está pronta uma experiência muito mais interessante para o consumidor.

Use!

Bom uso do Twitter

O Pete Blackshaw, da Nielsen, fala nesse artigo sobre a *Twelpforce* da rede americana BestBuy, no Twitter. São mais de 200 empregados, que respondem dúvidas e interagem com os consumidores. Esse tipo de uso já responde por dois terços do movimento no Twitter (o que é um alivio para mim, pois realmente não entendia porque tanta gente interessada no que o outro comeu no almoço). Gostei!

Então…

Então eu fui aprovada para fazer Doutorado. Na USP :)

Para os fãs de Mad Men

Curiosidade histórica. Se fossemos encontrar as raízes da publicidade brasileira, feito a Dra Alice Roberts fez com a humanidade (localizando todos nós como descendentes dos mesmos primeiros humanos à margem do Omo, na África) chegariamos a dois nomes – JWThompson e McCann Ericsonn. Tudo surgiu dai, nos idos de 1929… Havia também a Ayer&Sons, que virou Thompson…

A Nestle tem 7 mil mulheres hoje distribuindo no modelo porta-a-porta. Cheque a matéria no Mundo do Marketing. O programa é focado nas classes sociais mais baixas, mas fico imaginando o potencial desse tipo de venda no geral. Quem não lembra das vendedoras de Yakult? É diferente de Natura ou Avon, cujo esquema é mais passivo. Essa venda do carrinho e campainha eu acho incrível, e quero acompanhar os resultados da Nestle.

Matéria interessante na AdAge sobre Crepusculo, Zac Efron, Taylor Swift e outros teen-fenômenos…

Eu peço desculpas por estar ausente, nessa que agora está mais para uma publicação semanal, se tanto. Nesse fim de ano tenho resistido a falar sem autoridade, resistido às falas superficiais, de opinião. Sei que é fase e que passa… Mas isso tem me afastado um pouco do teclado. Não quer dizer que não esteja pensando… Na verdade, acho que acima de tudo, tenho pensado um bocado.

Nesse espírito, para os poucos que possam ter paciência para ler, recomendo um artigo maravilhoso, de Lilia Schwarcz, entitulado *Complexo de Zé Carioca – notas sobre uma identidade mestiça e malandra*. O artigo é antigo, de 93-94, mas brilhante… Vale ler. Cheguei a ele no contexto de que valores culturais nós brasileiros carregamos.  O artigo fornece um olhar, interessante sobre a *malandragem*, que não carrega apenas aspectos negativos, mas também positivos, e que faz parte da nossa identidade brasileira. Gostei muito.

Arquitetura de Marca 101, por Dave Grohl

Houve uma época na minha vida em que eu sempre começava um post com um line de música. Vinha de uma coisa que eu sempre tive, de achar que há uma frase para cada ocasião. Mas aparentemente eu era a única pessoa que gostava disso,  e aí eu parei, afinal, negócio nenhum sobrevive para dar prazer ao empreendedor, mas para servir um consumidor, não?

O gosto por música ficou, no entanto. Veio de antes disso, e certamente sempre estará por aqui. Jazz… R&B…Um ocasional Pop… Mas meu veneno é o Rock. Então, vamos fazer um post sobre arquitetura de marca freestanding com inspiração rock&roll. Se me permitirem. Prometo que é só hoje…

Agora há pouco, colocando minha semana em ordem, eu dei uma gargalhada de pensar que o Dave Grohl é point-of-parity do Nirvana, do Foo Fighters e do Them Crooked Vultures (mania do mês) . Brincadeira à parte, eu tenho que dizer que o cara é um mestre da arquitetura de marca… Ele é…

Fique comigo um instante. Eu sei que superbandas, combinações de músicos de outras bandas, estão na moda. Vide uma, que muito me agradou, a Audioslave, que infelizmente  já acabou. Mas *Them Crooked Vultures* vai além.

O Dave era baterista no Nirvana. Quando o Kurt morreu, ele montou o Foo Fighters, onde é vocalista. O FF é a marca do Dave. O Nirvana era a marca do Kurt Cobain. Sem discussão…

Só que o Dave é um músico muito versátil, e o FF não maximizou todas as suas qualidades. Ao invés de começar a fazer uma coisa estranha e diluir o patrimônio da marca (Eu sou suspeita pra falar porque tenho todos os CDs deles, mas, o fato é que são consistentes e tem uma linha muito bem definida), frustrando o público-alvo, ele deixou para realizar esse outro lado em outra banda…

No Them Crooked Vultures ele toca bateria e faz um som que se distancia um bocado do som do FF… Não dava pra ser diferente, tem que ser outra marca…

Freestanding –  se mais marcas adotassem essa arquitetura, eu teria menos atrocidades para comentar nesse blog, ah sim.

Mas para entregar um benefício diferente, para um público diferente, só há ela… Simples assim.

 

Mãe, você está estressada agora?

Sábado eu fui parar no hospital com uma tontura e sensação de desmaio recorrentes. Exame pra cá, exame pra lá, e do mesmo jeito que quando a gente está com febre e não há explicação o diagnóstico é virose, nesse caso, inevitavelmente me disse o médico *Monica, você está estressada, precisa relaxar*. A minha filha caçula estava comigo, e quando a maior chegou, bateu o relatório, que a mãe precisava relaxar, pobrezinha.

O que se seguiu foi hilário. A cada meia hora, as duas vinham perguntar *Tá estressada agora?* Na minha incapacidade de responder, a maior inventou uma escala Likert *De 1 a 10, quanto você diria que está estressada?*, e ainda uma de diferencial semântico *Mã, agora tá feliz e relaxada ou infeliz e estressada?*. Inevitável pensar que é exatamente assim que abordamos o consumidor sobre questões que são complicadíssimas de explicar.

Na segunda de manhã – cachorro pra passear, o computador deu problema, fiquei 1h e 40 min com o cabra do suporte da Dell no telefone, trabalhando, pensando na entrevista do doutorado semana que vem, que tinha que fazer compras de mercado e a filha mais velha notando que não tinha uniforme passado – Aaaaaaaaargh! – eu estava estressada. E cheia de metáforas e coisas pra dizer e, obviamente, ninguém para escutar com suas escalas.

Consumidor é a mesma coisa. Essas imagens vívidas que retratam uma situação não estão disponíveis quando você pergunta ou joga uma escala Likert na frente do pobre. Por isso que, felizmente voltam à cena as observações etnográficas, as vivências em loja, as shopping trips, as metáforas, os arquétipos. Porque isso é o que traz insight que funciona…

E que vá em paz Claude Levi-Strauss, que foi um grande cara, apesar de alguns leitores do Globo afirmarem de pé junto que compraram jeans e camiseta dele…